Sunday, November 8, 2015


Faço testes de resistência. Analiso a tolerância do meu corpo ao teu, no tempo. 

Passaram-se mais de 12 horas. 720 minutos em concurso para fazer descambar este equilíbrio frágil de diretrizes que a custo plantei no espírito. 

Não me abandonar. Não se deserta um projeto de pessoa. Não temer. Não cortar o outro pelo caminho. Não levar tudo à frente. 

Linhas e linhas de código que tenho medo de ver falhar - impávida e serena - quando chegar a hora de premir o botão. 

Paralisam-me o pânico do abismo fusional, o medo da rejeição e o trauma, uma dezena de vezes revivido, do abandono, que é uma espécie de rio revolto cujo leito tudo consome à sua passagem.

Quero saber se o meu corpo sobrevive. Se não se mistura. Se continua ali. 

Toco-me de vez em quando e aperto-te também, para ter a certeza que a cena se deu mesmo, não vá a cabeça pregar-me partidas.

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